
Quando terminei o ensino médio (em 2002), pensei em me tornar um designer. Já tinha trabalhado com web design tempo o suficiente para fazer com que eu me prestasse ao vestibular. O curso? Design Gráfico na Universidade Federal de Santa Catarina. Inscrição feita, local de realização da prova confirmado, passagem comprada, conversa com a Dinda para que eu ficasse na casa dela durante as provas, companhia da irmã para conhecer Florianópolis… Tudo certo para o pacote turístico-estudantil… (In)felizmente não passei!
2003 chega… Com ele o espírito empreendedor. Participo de um grupo de web design com alguns amigos, outros, conhecidos. Mas é a vida. Foram 6 meses de tentativa, dois clientes atendidos e uma descoberta… Design não é comigo…
Mas a vida não é só frustração, paralelamente a isso, participo de um projeto onde escrevia notas jornalísticas, já tinha viajado e escrito uma matéria para um site sobre o evento no qual participei. Experiência suficiente para eu me sentir um jornalista, ou melhor, um periodista. Inscrevo-me na PUC-SP para este curso. Mais uma vez, bomba!
Em 2004 entro já havia convivido tempo o suficiente com jornalistas para saber que isso era algo que eu não queria para mim. Escrever matéria feito condenado para depois seu chefe simplesmente assinar com seu “belo e reconhecido” nominho… Epa, epa, epa! Fui eu quem escreveu! Não ele, e blá, blá, blá… Não era assim que falavam, mas era assim que eu ouvia… o suficiente para saber que jornalismo, definitivamente, não era o curso que eu prestaria em 2004…
A época de inscrição para os vestibulares estava à caminho. Tinha de escolher algo… Mas o que? O que eu estava fazendo? O que eu gostaria de fazer? Pois bem, consegui um trabalho legal na ONG que eu trabalhava, mas os cursos que se colocaram à mim não me eram nada agradáveis. Primeiramente jornalismo… Estava fugindo disso, trocar seis por meia-dúzia não rolava. Psicologia? Deixem meus traumas em paz… Pedagogia não era bem o que eu queria…
Mas o que mais eu curtia… Ah sim, tinha o Viralatisse, um grupo de percussão que eu participava. Mas ser músico não era muito minha praia, não que eu não quisesse, mas para mim música não é só uma questão de vontade, havia mais uma coisa que me impossibilitava tocar essa idéia adiante: coordenação motora. Tanto é que fui para a percussão, pois é só: direita, espera, esquerda e direita, esquerda e direita, respira rápido, direita, espera, esquerda e direita…
Mas havia algo no maracatu que me chamava a atenção, a cultura! Ora, resumindo a novela, pois já são 23:26 e preciso dormir, resolvi juntar o útil ao agradável. A antropologia da batucada, a sociologia da parada, e a política da molecada. Inscrevo-me no vestibular da PUC-SP e da USP para o curso de Ciências Sociais…